Parcerias garantem impulso ao turismo de cruzeiros em SC
Florianópolis (SC)
A inclusão de Porto Belo na rota dos cruzeiros internacionais, por meio da instalação de um posto da Receita Federal no píer da cidade, e a adaptação da Marina Tedesco, em Balneário Camboriú, para funcionar também como um ponto de recebimento de grandes navios de turismo. Estas foram algumas das ações destacadas em reunião com o governador Raimundo Colombo, na manhã desta segunda-feira, 29, para tratar de parcerias para promover o turismo de cruzeiros no Estado.
Colombo e o vice Eduardo Pinho Moreira receberam, em Florianópolis, o presidente da Embratur, Vinicius Lummertz, e o presidente da Clia, Marco Ferraz. A Clia é a Associação Internacional de Cruzeiros, que integra também a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar).
O presidente da Clia, Marco Ferraz, explicou que a instalação do posto da Receita Federal em Porto Belo vai gerar impactos já nesta próxima temporada. O alfandegamento do píer de Porto Belo, com a presença da Receita Federal, significa que todos os navios que chegam da Argentina e do Uruguai e não faziam parada na cidade, agora vão poder fazer a nacionalização da embarcação em Porto Belo. “Nesta temporada, já temos seis escalas confirmadas, mas estamos revendo itinerários com nossas empresas associadas. Com certeza, o impacto será maior na temporada 2017/2018. A cada ano, temos quase cem escalas em Buenos Aires, ou seja, estamos abrindo um leque enorme”, destacou.
Em relação a Balneário Camboriú, ele afirmou que estão avançando as adaptações da Marina Tedesco para receber os navios de cruzeiros. “Balneário Camboriú é um destino conhecido nacional e internacionalmente. Temos um grande mercado interessado em viajar para a região”, afirmou.
Outras cidades
O empresário afirmou, ainda, que São Francisco do Sul está trabalhando no projeto de um novo píer para atracação e existe um projeto que tramita em Brasília para concessão de uma área em Itajaí a ser voltada também para o setor. “O potencial de Santa Catarina é enorme, e nosso sonho é operar também em Florianópolis, por isso, queremos avançar também nas tratativas envolvendo a Capital”, destacou. A proposta atual é que os governos federal e estadual dividam os custos dos trabalhos de batimetria (medição da profundidade) das baías Norte e Sul.
Estudo realizado em parceria entre a Clia e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta um gasto médio de R$ 438 por turista de cruzeiro em cada escala. “Em Búzios, no Rio de Janeiro, chegamos a ter cem escalas por temporada, com média de três mil cruzeiristas em cada navio. Ou seja, são cerca de 300 mil turistas descendo na cidade e gerando mais de R$ 120 milhões de impacto econômico. O que não é difícil de acontecer em Santa Catarina”, acrescentou Marco Ferraz.
Para o presidente da Embratur, Vinicius Lummertz, Santa Catarina tem o maior potencial para o setor entre todos os estados brasileiros, potencial reconhecido pela iniciativa privada. “Essa é uma economia importante que Santa Catarina passaria a obter, com a vantagem também de antecipar e prolongar a temporada de verão, pois os cruzeiros operam entre novembro e abril”, lembrou.








