• Museu ao Ar Livre Princesa Isabel de Orleans (SC) completa 44 anos

Museu ao Ar Livre Princesa Isabel de Orleans (SC) completa 44 anos

03 Set, 2024 09:55:11 - Geral

Orleans (SC)

Um ato com direito a bolo e o tradicional “parabéns para você” foi realizado na última quinta-feira (29/8/2024), no Museu ao Ar Livre Princesa Isabel (Malpi) em Orleans. A instituição, que faz parte das mantidas pelo Centro Universitário Barriga Verde (Unibave), completou 44 anos de fundação no dia 30 de agosto, feriado municipal e aniversário dos 111 anos de Orleans (SC).


No horário marcado para a comemoração, uma coincidência: o engenheiro agrimensor Orlando Mendes, de 72 anos, que colaborou com o Padre João Leonir Dall’alba na montagem do Museu ao Ar Livre, estava presente. Ele veio buscar algumas antigas plantas no Centro de Documentação da Casa de Pedra, anexo ao Museu, e foi convidado a participar do ato. Hoje, ele atua como perito no Fórum de Braço do Norte. “Sempre que preciso venho aqui pesquisar nos livros antigos”, comenta.

Seu Orlando trabalhou na prefeitura de Orleans durante oito anos, e nesse período colaborou com a montagem do Museu. “A cada unidade construída, eu vinha aqui para atualizar o mapa”, relata. Olhando para o Museu, Orlando afirma relembrar os momentos da montagem, e que “não tem como não se emocionar com tudo”.


Natural de Bagé (RS), veio trabalhar na região ainda na década de 70, como prestador de serviço de uma empresa de Porto Alegre. Depois trabalhou na Amazônia, no Rio de Janeiro, em São Paulo, e hoje reside em Jaguaruna.

História

Tombado pelo estado de Santa Catarina e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio cultural brasileiro, o Museu ao Ar Livre foi inaugurado no ano de 1980, por meio da proposta inicial do Padre João Leonir Dall’alba. O intuito dele foi preservar os testemunhos materiais, histórias e memórias referentes ao processo de colonização de Orleans e região, para que as gerações futuras pudessem conhecer o modo de vida dos colonizadores.


A expressão “ao ar livre” corresponde à forma de apresentação do acervo num ambiente natural e ecológico, o primeiro do gênero na América Latina, destacando o modo de vida dos colonizadores no início do século XX. Instalado em uma área de 20 mil m², conta com 13 unidades que mostram o trabalho e as atividades realizadas no período colonial, como a Ferraria, a Atafona, a Serraria e o Engenho de Farinha de Mandioca. Com residência, igreja, moinhos, galpões e indústrias artesanais, o intuito é conservar um ambiente de contemplação e estudos.

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REDAÇÃO JINEWS
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