Livro de Meri Nietto relata memórias de Marlene Soccas durante a ditadura
Criciúma (SC)
O livro Marlene Soccas: Memórias e formação política em tempos de ditadura foi lançado, oficialmente, no dia 21 de agosto, no Auditório Edson Rosrigues, no Bloco B da Unesc, no Bairro Universitário, em Criciúma (SC). Publicada pela Editora Unesc, a obra, fruto da dissertação de Mestrado de Rose Méri Nietto, resgata a trajetória da educadora que, aos 90 anos, segue como símbolo de resistência e esperança. Meri é formada em história e psicologia.

Emocionada, a autora agradeceu aos colaboradores e relembrou a generosidade de Marlene em compartilhar as lembranças. “Estar com ela sempre foi, e ainda é, um aprendizado. Embora só meu nome esteja na capa, este é um trabalho coletivo, construído com muitas mãos e corações”, disse.

Representando a reitoria da Unesc, a pró-reitora de Pesquisa, Pós-Graduação, Inovação e Extensão, Vanessa Moraes de Andrade, ressaltou a importância de transformar pesquisas em obras acessíveis ao público. “O livro tem essa capacidade de sair dos muros da Universidade e alcançar mais pessoas. Tenho certeza de que esta obra vai cumprir esse papel”, citou.

O editor-chefe da Editora Unesc, Dimas de Oliveira Estevam, relatou o prazer em publicar a obra. “Essa obra não é importante apenas para nossa região, mas para o país inteiro, porque é um relato de memória viva. O livro dá visibilidade a essa história e, ao mesmo tempo, leva o nome da nossa editora para outros caminhos, mais distantes”, enfatizou.

Este romance biográfico narra a trajetória da dentista Marlene Soccas, militante de esquerda que, na juventude, enfrentou prisão e tortura durante a Ditadura Civil-Militar. Da infância pobre em Laguna (SC) à formação política marcada pela resistência ao patriarcado e à opressão, a história revela coragem, sonhos e luta pela democracia.
Até hoje, Marlene mantém viva a defesa da democracia, dos direitos humanos e dos trabalhadores, tornando-se um elo entre a memória histórica e a resistência contemporânea. A obra convida à reflexão sobre a condição humana, os desafios da militância e as contradições das lutas políticas no Brasil.

Ela, que é uma prova viva de que a ditadura existiu, ao
contrário de que muitos querem apagar da história, retratou o sofrimento que
passou durante o tempo em que ficou presa e os tipos de torturas a qual foi
submetida. (afogamentos, choques elétricos nas parte íntimas, entre outros).
"Se voltar à ditadura, eles vão repetir essas experiências atrozes. Se o
resto do país está cochilando temos que fazer com que acordem e evitem novos
golpes (...) Devemos ficar sempre alerta, pois um povo burro é fácil de dominar, mas um
povo instruído é mais difícil de controlar. Ditadura Nunca Mais",
finalizou Marlene

Por fim, convidou os diversos seguimentos sociais para criar um grupo para se posicionar sobre as guerras existentes no mundo. Lembrou que o
trabalhador tem uma grande importância para evitar novos golpes, através da
paralisação das atividades.
Durante o evento foi distribuída uma edição especial do jornal Alavanca que traz um resumo das
diversas guerras que assolaram o mundo e ainda continuam a destruir a
humanidade.
REDAÇÃO
FONTE/AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO DA UNESC








