• Intercon debate reforma tributária e novo modelo de importação

    O evento promovido pela Acic reuniu especialistas e empresários para discutir os caminhos da inserção global das empresas regionais.

Intercon debate reforma tributária e novo modelo de importação

31 Out, 2025 21:00:57 - Geral

Criciúma (SC)

A Associação Empresarial de Criciúma (Acic) realizou, nesta quinta-feira, 30, a terceira edição do Intercon - Conexões para Negócios Internacionais, espaço de debate sobre internacionalização de negócios no Sul de Santa Catarina. Por meio de palestras e apresentação de cases empresariais, o evento aproximou experiências, estratégias e aprendizados relacionados ao mercado global.


A vice-presidente da Acic, Grasiela da Silva Moretto, ressalta que o Intercon reflete um compromisso institucional com o desenvolvimento sustentável da região. “A entidade definiu como pauta estratégica o fortalecimento dos negócios internacionais. Nosso propósito é estimular empresas – especialmente micro, pequenas e médias – a se conectarem ao comércio exterior, ampliando competitividade, diversificando mercados e impulsionando o crescimento local”, aponta.

Grasiela também enfatiza o papel do evento como catalisador de oportunidades. “Ainda temos poucas empresas da região inseridas no comércio exterior, e isso revela um grande potencial a ser explorado. O Intercon surge exatamente para inspirar e impulsionar esse movimento”, completa.


A organização do evento coube ao Grupo de Trabalho de Negócios Internacionais da Acic, formado por diretores da entidade, que vem desempenhando papel essencial na consolidação desse movimento, com ações voltadas a impulsionar o comércio exterior regional.

Integram o grupo os diretores Gabriel Nuernberg Damiani, Manfredo Guedes Pereira Gouvêa Junior, Saionara Martins Ugioni Sant’Ana e Tarcísio Cardoso Selinger. São parceiros do grupo Khaled Salama (IDB do Brasil Trading), Paula Mattei (Open Market Comércio Exterior) e o professor Júlio César Zilli (Unesc – LabGenInt).


O presidente da Acic, Franke Hobold, foi quem impulsionou o debate sobre internacionalização dentro da entidade, ainda como vice-presidente. O evento contou também com apoio do Sicredi.

Cases e debates sobre o futuro das operações internacionais

Abrindo o ciclo de palestras, o diretor-presidente da Condor S.A., Alexandre Wiggers, abordou o tema “Condor pelo Mundo”, compartilhando a trajetória da empresa no comércio internacional, tanto nas exportações, que são realizadas desde 1972 pela companhia, quanto nas importações, sobretudo de matéria-prima e produtos em elaboração.


“A Condor começou a exportar para os Estados Unidos e hoje está presente em grandes varejistas daquele país, como Target, Walmart e Amazon. Mas esse não é mais o nosso principal mercado e sim a América Latina. Considerando todas as operações de exportação, estamos em mais de 20 países”, comentou o executivo.


Na sequência, a advogada aduaneirista e sócia do escritório Menezes Niebuhr Advogados Associados, Gabrielle Brüggemann, ministrou a palestra “Reforma Tributária: impactos nos negócios internacionais”, abordando as mudanças legais que afetarão operações de exportação e importação.

“A Reforma Tributária começará a entrar em vigor em 2026, mas as empresas já devem se preparar para as mudanças, com ações práticas relacionadas ao planejamento tributário, à adaptação tecnológica e interna e à reavaliação do modelo de negócios”, alertou.

O encontro seguiu com uma mesa-redonda de cases empresariais, reunindo representantes da Librelato e da Atom Robótica, que compartilharam experiências práticas de inserção internacional e parcerias estratégicas no exterior.


Encerrando o evento, o especialista em comércio exterior e criador do ComexBlog, Carlos Araújo, apresentou a palestra “A nova estrutura do processo de importação com a Duimp”.

“Cada fase do processo tem pontos críticos que precisam ser validados: o produto cadastrado no catálogo, o operador estrangeiro validado, a NCM classificada corretamente, o LPCO vinculado (quando aplicável) e os atributos obrigatórios preenchidos. Ou seja, é preciso atenção no pré-embarque, embarque, registro da Duimp, até a liberação”, explicou.

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REDAÇÃO JINEWS
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