Trote solidário visa interação dos alunos com a comunidade

14 Mar, 2017 11:23:26 - Educação

Criciúma (SC)

Ingressar no ensino superior é um grande momento para muitos jovens. No inicio do ano letivo, as universidades promovem o chamado Trote Solidário. No trote, os veteranos recepcionam os calouros fazendo com que os novatos cumpram determinadas tarefas sociais.


Ainda muito questionado sobre sua segurança, o trote universitário surgiu em 1931 como uma espécie de ritual de iniciação dos novos acadêmicos. Em sua 11ª edição, o Trote Solidário da Unesc tem como objetivo o acolhimento e interação dos alunos. “A universidade visa à introdução dos calouros na comunidade de forma responsável”, completa a coordenadora da Coordenadoria de Políticas de Atenção ao Estudante (CPAE) da Unesc e organizadora do Trote Solidário, Janaína Damásio Vitório.


Nas edições anteriores, foram arrecadadas cerca de 40 toneladas de alimentos, 645 calouros doaram sangue ao Hemosc de Criciúma e 225 alunos doaram para o banco de medula óssea, e mais de três mil reais arrecadados entre medicamentos para a Farmácia Solidária da Unesc. “Esses números representam as atividades presentes em todas as edições do Trote Solidário. Em outros momentos, foi realizada a coleta de óleo de cozinha e doação de brinquedos, entre outras tarefas sociais”, ressalta a coordenadora.


Segundo Janaína, os números mostram que através do Trote Solidário os acadêmicos se inserem na comunidade. “Tudo isto é realizado com brincadeira, por meio de ações socioeducativas onde o espírito de universidade comunitária se faz presente na vida do aluno”, afirma.


Ainda há quem discorde do caráter social do trote. “Não é incomum casos de violência e abuso que ocorrem nos trotes pelas universidades do Brasil, mesmo sabendo que em Santa Catarina existe uma lei estadual nº 15.431 de 2010, que prevê a proibição destes atos vexatórios e coercitivos, eles ainda continuam acontecendo”, reforça a participante do Coletivo Antonieta de Barros, Vitória Souza.


“Na Unesc, o Trote Solidário é um evento importante mobilizado pelo Movimento Estudantil, que pretende recepcionar os estudantes. Porém, humilhação e práticas abusivas, sobretudo nas meninas, reincidem cotidianamente. Entende-se que essa cultura de exposição, banalização e uso dos corpos femininos, como algo que está enraizado na sociedade patriarcal e que recai sobre todas as esferas, portanto, na universidade não seria diferente”, explica a participante do Coletivo.


A coordenadora do CPAE da Unesc ressalta que o Trote Solidário na Unesc é civilizado e social. “O trote é conforme o slogan da campanha no campus: Humilhação não é engraçado. Trote, só se for solidário”, complementa Janaína.


Sobre o Coletivo


O Coletivo Antonieta de Barros foi criado no final de 2015 e surgiu da necessidade sentida por acadêmicas da Unesc em disseminar o feminismo na universidade. O grupo se reúne no campus e realiza diversas ações sociais, como palestras em escolas públicas da região.


ASSESSORIA DE IMPRENSA

REDAÇÃO JINEWS
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