• Simpósio de Psicologia inicia atividades com debates sobre “Pesquisa em Espiritualidade e Saúde”

Simpósio de Psicologia inicia atividades com debates sobre “Pesquisa em Espiritualidade e Saúde”

06 Nov, 2018 14:55:07 - Educação

Criciúma (SC)

O 1º Simpósio de Psicologia, Espiritualidade e Saúde Mental da Unesc, iniciou nesta segunda-feira (5/11), com debates sobre “Pesquisa em Espiritualidade e Saúde”, com a participação de profissionais e estudantes da área da saúde. O minicurso foi ministrado pelo professor doutor da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora) e referência internacional na pesquisa em espiritualidade, Alexander Moreira Almeida e pela médica psiquiatra e membro do Núcleo de Psiquiatria e Espiritualidade da Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, Marianna Costa.

Segundo Marianna, o intuito do minicurso é instigar os participantes a realizarem pesquisas na área. Em sua apresentação, ela mostrou mecanismos de pesquisas e seus resultados e abordou o resultado de algumas das mais importantes realizadas na área. Ela afirma que antes do início da pesquisa, é importante ter claro conceitos como religiosidade e espiritualidade. “Religiosidade é o sistema organizado de crenças, práticas e rituais que visam aproximar os indivíduos do sagrado e o transcendente. Já espiritualidade vem mais de questionamentos individuais sobre o sentido existencial, sagrado e o transcendente. É importante que fique claro que muitas pessoas são ditas espiritualizadas sem seguir uma religião”, diferencia Marianna.

A médica psiquiatra afirma que é importante a pesquisa em espiritualidade e que estudos comprovam que a importância da religião não difere em função dos níveis educacionais das pessoas.

Já Almeida, trouxe à tona debates como a dualidade entre ciência e religião. “Ao longo da história, a busca de conhecimento filosófico, científico e espiritual sempre esteve junto. Na Grécia Antiga, todos os filósofos discutiram aspectos teológicos, científicos e filosóficos de modo interligado. Não havia essa ideia de separação necessária”.

Segundo ele, aprendemos que houve uma “brigada” da razão contra a fé e que a orientação era que se deixasse a fé de lado para se ater a ciência. No entanto, um dos fundadores do método científico, Francis Bacon, no livro Novum Organum, de 1620, afirma que a filosofia natural (ciência), após a palavra de Deus (Bíblia), é o melhor remédio contra a superstição e o melhor alimento para a fé, pois a religião manifesta a vontade de Deus e a ciência, o poder Dele. “Os fundadores da ciência moderna viam a ciência como um instrumento para compreender Deus. A ideia era que ao estudar a criação, eu entendo o criador. E quanto mais eu exploro a natureza, mais em compreendo a criação, a beleza e a inteligência divina”, afirma o professor doutor da UFJF.

Ao longo da sua explanação, Almeida ainda tirou dúvidas da plateia sobre métodos e pesquisa e como desenvolver estudos na área de espiritualidade. 

Abertura

Com a temática “Pesquisas científicas em espiritualidade”, a abertura oficial do evento ocorreu na noite desta segunda-feira (5/11) e contou com os conhecimentos dos professores doutores Alexander Moreira Almeida e Frederico Leão - coordenador do ProSER (Programa de Saúde, Espiritualidade e Religiosidade da USP).

Para o diretor de pesquisa e pós-graduação da Unesc, Oscar Montedo, o assunto abordado é pouco explorado e merece atenção. “A fé e a ciência nunca estiveram tão próximas, por isso considero de grande assertividade a temática deste evento. Ainda há muito para se conhecer e aprender sobre estes dois assuntos, que se fazem tão presentes na vida corrida em que vivemos”, afirma Montedo.

Fé e ciência

Almeida explica que o objetivo da palestra de abertura é apresentar um panorama de pesquisas que envolvem a fé e a ciência ao longo da história. “No século 19 considerava-se a religião algo ultrapassado e prestes a ter seu fim. Em meio aos anos 80, estudos mais profundos começaram e paradigmas surgiram, considerando a fé um insulto a ciência, para logo depois serem quebrados. Mudanças vem ocorrendo e nos dias de hoje já podemos conciliar as duas histórias, entendendo melhor sobre o ser humano”, esclarece o palestrante.

Também fizeram parte da mesa de abertura a coordenadora do curso de Psicologia da Unesc, Karin Martins Gomes, e o presidente da comissão organizadora do evento, professor doutor Jeverson Rogério Costa Reichow.

Evento

O Simpósio segue até esta quarta-feira (7/11) com o objetivo de debater sobre as relações entre a Psicologia e as experiências religiosas, espirituais e anômalas e a saúde mental.

Temas como “Experiências Anômalas e Transtornos Mentais”; “Experiências de caráter psicótico sem diagnóstico: Desafios para a Psicopatologia e para a Compreensão de Saúde”; “Experiências Anômalas em Médiuns e Não Médiuns: Relação com Qualidade de Vida e com Transtornos Mentais”; “A Controvérsia Científica dos Fenômenos Psi (Parapsicológicos) e seu Impacto para a Psicologia” e “Psicologia e Religião”.

O evento é organizado pelo curso de Psicologia e o Gruppa (Grupo de Pesquisa em Psicologia Anomalística e Processos Psicossociais) da Unesc.

TEXTO/ ASSESSORIA DE IMPRENSA
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Postado por REDAÇÃO JINEWS

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