Rio 2016: brasileiros e britânicos debatem integração

11 Jul, 2016 15:06:13 - Brasil

Brasília

Especialistas do Brasil e da Grã-Bretanha discutem de hoje (11) a quarta-feira (13) formas de integrar pessoas com deficiência por meio da arte e do esporte. O Fórum de Acessibilidade na Cultura, promovido pelo British Council, buscar debater formas de aumentar a qualidade do atendimento desse público nos centros culturais da cidade durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. O British Council é uma instituição pública do Reino Unido que tem a missão de difundir o conhecimento da língua inglesa e a cultura por meio de atividades educativas.

O fórum também marca a passagem simbólica do bastão cultural da acessibilidade entre os Jogos de Londres de 2012 e os do Rio 2016. Segundo o diretor do British Council no Brasil, Martin Dowle, o evento começou a partir de uma iniciativa criada durante a Olimpíada de Londres que promovia a integração das pessoas com deficiência às artes e sessões culturais durante a competição.

“Desde então, a gente vem construindo uma rede de parceiros aqui no Rio de Janeiro e em outras cidades para promovermos atividades de reflexão, debates e sessões culturais. Em 2012, essa iniciativa chamada de Artes sem Limites, foi um sucesso levando 20 mil pessoas durante os dias de atividades por lá”, disse.

Participam do fórum profissionais com experiência nos Jogos Olímpicos de Londres, realizados em 2012, gestores e funcionários de instituições culturais de todo o Brasil, além de artistas e profissionais que trabalham na área de acessibilidade. Dowle afirmou que o Brasil, com ações cada vez mais voltadas ao tema, está no caminho para se tornar uma nação acessível. Porém, classificou o processo de “em progresso”.

“Há muita coisa a se fazer ainda. Claro que os Jogos Paralímpicos são uma ótima oportunidade de inclusão, mas o Brasil, assim como Londres, ainda está longe de ter uma aceitação massiva no que diz respeito à aceitação por artistas portadores de deficiência. São duas questões problematizadoras nisso: a aceitação da plateia com o artista e a desconfiança que o público geralmente tem de que o espetáculo oferecido não será da mesma qualidade que de uma pessoa que não seja portadora. Por conta disso, ainda há muito trabalho a se fazer nesses dois países”, destacou.


TALITA CAVALCANTE/AGÊNCIA BRASIL

REDAÇÃO JINEWS
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