• O que Celebramos no Natal?

O que Celebramos no Natal?

18 Dez, 2017 13:31:21 - Artigo

Mais um ano se finda e com ele as festividades natalinas começam a tomar conta de todos os cenários. Somos envolvidos pela correria do comércio: presentes, viagens e tantas outras realidades, próprias do fim de ano, fazem-nos viver um tempo diferente. Mas será que estamos mesmo celebrando o Natal? Ou seja, será que estamos celebrando o nascimento de Jesus, o Deus que se fez Menino, nascido da Virgem Maria, que veio habitar em nosso meio?

Se não decidirmos amar, perdoar, sermos justos e dedicados, bondosos, alegres e pacíficos não há como celebrarmos o nascimento de Deus em nós. Para o Natal acontecer é preciso tomar a decisão de uma vida nova, pautada nos ensinamentos de Cristo, que nos conduzem às atitudes concretas e coerentes, à vivência da fé durante todos os dias do ano.

A vivência do Natal pode e deve ser a inteligente oportunidade para escrever um capítulo novo na história da sociedade onde atuamos, de nossa vida pessoal e familiar. Esta tarefa é urgente, pois existe uma lista de intermináveis desafios a serem superados – da corrupção característica na sociedade brasileira, passando pelas disputas e manipulações que encobrem malfeitos e arrogâncias de todo tipo até a perda lamentável do encantamento, da gentileza e da ternura, que sustentam o respeito ao outro, em todas as circunstâncias.

Os votos de Natal produzem efeitos, particularmente, quando o coração humano os traduz em propósitos a serem verdadeiramente assumidos, especialmente aqueles que corrigem os descompassos que fragilizam instituições, conturbam a família, desfiguram a vivência da fé na Igreja e perpetuam os tons de selvageria nas relações interpessoais.

Assumir propósitos é um exercício educativo e indispensável de cada um compreender-se como pessoa humana, coração da paz. Deve se tornar inegociável e compromisso determinante, a atitude diária de respeitar o próximo. Há uma dinâmica própria no coração humano que precisa ser recuperada dos desgastes que o consumismo, a indiferença e a mesquinhez do egoísmo e da ganância produzem, desfigurando a humanidade, impulsionando corações ao ódio, à violência, à vingança, que matam a fraternidade como missão e propriedade do ser humano.

A família é o lugar primário das relações humanas e, consequentemente, da sociedade. Nela não se pode perder o sentido dos ritos, dos valores humanos, a aprendizagem dos limites e do respeito incondicional à vida. Se o sentido da paz e os valores humanos não forem aprendidos na família, ficará comprometida a dinâmica do coração humano.

Ao terminar as festas de fim de ano, as luzes usadas na decoração serão encaixotadas para que, no próximo ano, voltem a ser utilizadas. Não encaixotemos também o nosso brilho, a nossa misericórdia e o nosso amor. Somos gerados para amar. A memória do nascimento de Cristo renova em nosso coração a esperança na vida.

Que neste tempo de tamanha densidade, os votos de Natal criem a oportunidade para a reconciliação entre pessoas, classes e povos; inspirem a lista dos propósitos pessoais para qualificar a vivência do Ano Novo, fecundem o encantamento por Deus e o respeito ao semelhante, principalmente os mais vulneráveis.

Neiva Hoffelder
Agente de Pastoral do Colégio Marista Frei Rogério, em Joaçaba (SC).

REDAÇÃO JINEWS
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