• Lidando com as emoções: Projeto 'Comer sem Culpa' reforça novo olhar frente à alimentação

Lidando com as emoções: Projeto 'Comer sem Culpa' reforça novo olhar frente à alimentação

01 Out, 2018 17:38:17 - Saúde

Criciúma (SC) 

"A alimentação é algo multifatorial, tem influência de contextos sociais, culturais, emocionais e nutricionais. Por isso mesmo os cuidados também devem ser pensados de forma global. Não só com a nutricionista, mas também respeitando os aspectos emocionais que envolvem os hábitos alimentares". A fala é da nutricionista com especialização em Saúde Mental, Morgana Pesenti. Pensando em desenvolver  um novo olhar em relação à alimentação, o Projeto Comer sem Culpa se prepara para receber a segunda turma. A psicóloga Caroline Scussel e a nutricionista Morgana encabeçam a ideia.

Segundo elas, são 21 dias de orientação e técnicas para que as pessoas consigam de fato enxergar a alimentação e o próprio corpo de forma saudável. "Tudo é feito online, através do aplicativo Whatsapp. São dias de muito autoconhecimento, de autocuidado e de autogestão. Tudo isso para que as pessoas reconheçam suas emoções e o quanto isso pode influenciar na alimentação. A ideia aqui não é só prezar pela alimentação, é começar trabalhando os aspectos emocionais e sociais que tem de ser entendidos para conseguirmos uma alimentação saudável e descontruir essa busca irreal pelo corpo perfeito", complementa a psicóloga.

Para participar e se informar sobre o projeto 'Comer Sem Culpa', basta entrar em contato com uma das profissionais pelo telefone (48) 99698 11-28 ou (48) 99907 9145

Terrorismo nutricional e culto ao corpo

A pressão social por um corpo ideal aliado ao culto a beleza e ao corpo, segundo elas, pode afetar a saúde mental das pessoas. "Dietas restritivas não são saudáveis, é inclusive o caminho mais curto para a compulsão. Uma pessoa pode estar magra e muito doente psicologicamente. As própria redes sociais, com pessoas que mostram corpos perfeitos, e estabelecimentos que buscam exclusivamente oferecer emagrecimento reforçam certos contextos sociais, que colocam essa pessoa sob forte pressão de ser magra a qualquer custo. Muitas vezes, à custo do próprio psicológico. Quando uma pessoa vê isso, e não consegue emagrecer por exemplo, reforça o sentimento de fracasso pessoal. Muitas delas já apresentam, inclusive, aspectos de distorções da autoimagem", discorre Morgana. 

Segundo elas, a busca desenfreada por estilos supostamente saudáveis podem estar mascarados por mais uma conquista estética. "É um processo de conscientização, reflexão e percepção do próprio corpo. Como entender a diferença da fome biológica e da fome emocional e social, muitas vezes potencializada pela ansiedade, por exemplo. E como trabalhar essa ansiedade sem descontá-la na alimentação. Muitas vezes a alimentação é utilizada como mecanismo de fuga da realidade, queremos mostrar que a alimentação tem de ser pensada também pelo caminho psicológico", destaca Caroline.

Contextos sociais e culturais

Justamente por isso, a integração entre profisisonais é essencial. "Eu brinco que ultimamente muitos nutricionistas são vistos como emagricionistas. O nutricionista sozinho não resolve. E algumas pessoas estão apenas em busca da magreza. Muitas delas acreditam, inclusive, que a felicidade só virá quando ela for magra. Tudo isso porque vivemos uma era de gordofobia, com frases do tipo 'Sem dor, sem ganho'. Essas pessoas são tidas como preguiçosas, quando o que acontece de fato, é algo muito mais profundo, é emocional. Elas se sentem sempre insuficientes e inadequadas. Racionalmente sabemos o que é uma alimentação saudável, mas muitas vezes é dificil seguí-la, justamente por conta do emocional"

Como em alguns casos há distorção da própria imagem, é preciso que familiares e amigos estejam atentos aos comportamentos da pessoa. "É comum quando alguém passa por distúrbios alimentares ela ter falas autodepreciativas, ao passo que também apresenta uma exigência muito grande consigo mesma. Além de sinais físicos, como magreza excessiva. É importante ressltar que não fazemos disgnóstico no grupo, buscamos de alguma forma que a pessoa se conheça mais e até busque ajuda profissional em casos extremos", pontua ela. 

TEXTO/ASSESSORIA DE IMPRENSA 
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REDAÇÃO JINEWS
Postado por REDAÇÃO JINEWS

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