• Jogos Digitais: na contramão da crise e o mercado de games

Jogos Digitais: na contramão da crise e o mercado de games

08 Jun, 2017 15:31:29 - Santa Catarina

Florianópolis (SC)

Em um cenário econômico interno no qual a cada dia ganham destaques  notícias sobre fechamento de empresas e aumento do desemprego, um setor vem colhendo excelentes resultados: o de jogos digitais. Segundo a Newzoo, consultora especializada na indústria de games, o Brasil é o 11º no ranking de maiores mercados no segmento. Em 2017, o faturamento no país alcançou US$ 1,6 bilhão e, no mundo, US$ 99 bilhões.

Já a Associação Brasileira de Desenvolvedores de Games (Abragames) aponta que, em 2008, eram 43 empresas do segmento no país, número que subiu para 130 em 2014 e que hoje alcança a marca de cerca de 300. Pesquisa da Associação mostra ainda que 61 milhões de brasileiros são usuários de jogos eletrônicos e que a indústria emprega mais de quatro mil pessoas. Desde 2013, são investidos mais de R$ 1 bilhão por ano no segmento.

O crescimento do setor está relacionado à expansão de smartphones e tablets: há cada vez mais conectados, que buscam por aplicativos, sejam eles jogos ou não. E engana-se quem pensa em games apenas como entretenimento: são uma poderosa ferramenta pedagógica utilizadas em escolas e treinamentos profissionais.

Há também uma mudança no perfil do jogador: o game mantém sua posição de lazer, mas está conquistando uma legião de adeptos que estão investindo em carreira milionária, a do e-Sports. Um exemplo é Lee “Faker” Sang-hyeok, coreano de 21 anos considerado o jogador que mais ganhou dinheiro em premiações na história do League of Legends, mais de US$ 920 mil (R$ 2,9 milhões) em quatro anos de competição, segundo o site "Esports Earnings”. Tudo isso cria grande demanda e novas empresas desenvolvedoras independentes estão surgindo no país. E Santa Catarina, reconhecida pelo potencial tecnológico e de conhecimento, também ganha destaque no cenário nacional.

Mas existe ainda um entrave: a falta de mão de obra qualificada. Mais do que gostar e saber jogar, é preciso reunir conhecimento e técnica para ser um profissional da área, que oferece inúmeras possibilidades de atuação – programação, design, roteiro e cenários, criação de recursos gráficos e de redes, por exemplo. Hoje, um profissional com formação adequada, criatividade e conhecimento de mercado é altamente disputado pelas empresas, com chances de conquistar um salário de início de carreira entre R$ 2 e 5 mil mensais, além da possibilidade de apostar no empreendedorismo. Daniel de Oliveira, doutorando em Engenharia de Produção e Sistemas na UFSC e coordenador do curso de Jogos Digitais da Fatenp.

TEXTO/ DANIEL DE OLIVEIRA
FOTO/ DIVULGAÇÃO



REDAÇÃO JINEWS
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