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Içara Nossa Terra Nossa Gente (223)

25 Out, 2017 11:22:21 - Colunistas

A expressão anos de chumbo foi aplicada inicialmente a um fenômeno da Europa Ocidental, relacionado com a Guerra Fria e com a estratégia da tensão. Designa o período compreendido aproximadamente entre o pós-1968 e o fim dos anos 1970, na Alemanha, ou meados dos anos 1980, na França e na Itália — anos marcados por violência política, guerrilha revolucionária armada e terrorismo de Extrema esquerda e de extrema direita, bem como pelo endurecimento do aparato repressivo dos estados democráticos da Europa Ocidental.

Posteriormente a expressão passou a designar esse período de radicalização política, também fora da Europa — particularmente nos países do Cone Sul.

Os Anos de Chumbo foram o período mais repressivo da ditadura militar no Brasil, estendendo-se basicamente do fim de 1968, com a edição do AI-5 em 13 de dezembro daquele ano, até o final do governo Médici, em março de 1974. Alguns, reservam a expressão "anos de chumbo" especificamente para o governo Médici. O período se destaca pelo feroz combate entre a extrema-esquerda versus extrema-direita, de um lado, e de outro, o aparelho repressivo policial-militar do Estado, eventualmente apoiado por organizações paramilitares e grandes empresas, tendo como pano de fundo, o contexto da Guerra Fria.

Durante esse período houve o desaparecimento e morte de centenas de militantes civis e ativistas envolvidos em atividades consideradas subversivas pelo governo militar ditatorial. Outros desses militantes foram obrigados a viver na clandestinidade ou pedir asilo político em outros países. Nessa época, a liberdade de imprensa, de expressão e manifestação foi cerceada. Alguns veículos, como a Rede Globo e a editora Manchete, são acusados de terem compactuado com o governo, na tentativa de transmitir a imagem de que uma revolução não estava em curso — enquanto a imprensa que se opunha ao militarismo tinha de driblar a Censura para fazer uma crítica velada ao governo em veículos como o jornal O Pasquim, entre outros. Quem viveu à época ainda lembra.

Os "Anos de Chumbo" foram também os anos do chamado milagre econômico brasileiro, período de intenso crescimento econômico e de posterior endividamento. De 1968 a 1973 o PIB do Brasil cresceu acima de 10% ao ano, em média.

Emílio Garrastazu Médici nasceu em Bagé, 4 de dezembro de 1905 e faleceu no Rio de Janeiro, 9 de outubro de 1985) foi um militar e político brasileiro. Foi o 28º Presidente do Brasil, o terceiro do período da Ditadura Militar, entre 25 de outubro de 1969 e 15 de março de 1974.Durante o seu governo, o país viveu o chamado "Milagre Brasileiro", caracterizado pelo grande crescimento econômico, baixa inflação e projetos desenvolvimentistas como o Plano de Integração Nacional (PIN), que permitiu a construção das rodovias Transamazônica e a Ponte Rio-Niterói, entre outras, além de grandes incentivos fiscais à indústria e à agricultura. No seu governo, também concluiu- se o acordo com o Paraguai para a construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu, a hidrelétrica de maior potência do mundo na época.

Ao longo do governo de Médici, a ditadura militar atingiu seu pleno auge, com controle das poucas atividades políticas toleradas, a repressão e a censura às instituições civis foram reforçadas. Qualquer manifestação de opinião contrária ao sistema foi proibida. Foi um período marcado pelo uso sistemático e de meios violentos como a tortura e o assassinato. Seu período na presidência ficou conhecido historicamente como Anos de Chumbo. Por causa disso, em 2015 a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) revogou o título de Doutor Honoris Causa que havia sido concedido a ele em 1972.

Recordar é preciso e, se analisarmos à luz da atualidade, pode ser um instrumento precioso para a conscientização de nossa gente e proteção de nossos anseios social. Afinal foram 6 anos de cortina de ferro, fechando a democracia e sonhos do povo brasileiro.

ELZA DE MELLO
Postado por ELZA DE MELLO


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