• Dia Mundial do TEV: protocolo seguido pelo HSJosé garante segurança do paciente

    Avaliação de risco para o Tromboembolismo Venoso (TEV) é realizada em paciente admitido em internação no Hospital São José de Criciúma

Dia Mundial do TEV: protocolo seguido pelo HSJosé garante segurança do paciente

12 Out, 2020 16:50:57 - Saúde

Criciúma (SC)

Em 13 de outubro é lembrado o Dia Mundial do Tromboembolismo Venoso (TEV), uma data importante para reforçar a necessidade de atenção, cuidado e prevenção à doença. O TEV é uma condição que compreende a trombose venosa profunda e o tromboembolismo pulmonar. O processo é iniciado com a formação de um coágulo sanguíneo em uma ou mais veias do corpo, geralmente nos membros inferiores (conhecido com tromboembolismo venoso). Este coágulo pode se desprender, migrando e se alojando nos vasos pulmonares, desencadeando o tromboembolismo pulmonar.

A doença tem mais chances de ser desenvolvida em pacientes hospitalizados, pacientes que passam por intervenções cirúrgicas e gestantes, por isso a importância de seguir o protocolo que aponta os riscos e possibilidades do paciente vir a desenvolver futuramente o tromboembolismo venoso. No Hospital São José de Criciúma, este é um importante trabalho desenvolvido pelas equipes, dos mais diversos setores, que tem como principal objetivo garantir a prevenção e a segurança do paciente que chega a instituição.

“Todo paciente que é admitido para internação hospitalar recebe avaliação de risco para TEV que se dá por meio de duas escalas. Essa escala é realizada pelo enfermeiro nas primeiras 24 horas da internação, e, durante a internação, o paciente é reavaliado conforme mudança do risco ou a cada 48 horas. Esta avaliação permite que seja identificado o risco (alto, intermediário ou baixo) e propõe a profilaxia (que pode ser medicamentosa ou mecânica) adequada para cada paciente”, explica a enfermeira do HSJosé, Morgana Maria Michels Zanoni. “Todo paciente que recebe essa avaliação e tiver risco alto ou intermediário para desenvolver tromboembolismo venoso é sinalizado ao médico a profilaxia proposta”, complementa a profissional.

De acordo com o médico cirurgião do HSJosé, dr. Caio Augusto Knihs (CRM – 18817 | RQE – 15086), a TEV é a formação de um coágulo de sangue nas veias e a grande preocupação é que este coágulo possa chegar ao pulmão. Esta complicação, conhecida como tromboembolismo pulmonar corresponde de 5% a 10% das mortes hospitalares e é a principal causa de morte evitável em uma instituição. “Por isso é muito importante evitar esta complicação e o trabalho conjunto entre enfermagem, fisioterapia e todo o corpo clínico. A enfermagem faz a identificação, determinando o grau de risco desse paciente, a fisioterapia garantindo a movimentação do paciente e os médicos com a aplicação das medicações, evitando a formação deste coágulo e assim evitando a complicação no quadro”, explica o cirurgião.

Prevenção necessária

O Protocolo de TEV seguido pelo HSJosé tem o principal objetivo de garantir a redução de eventos adversos adquiridos durante o tratamento das doenças ou de procedimentos realizados no ambiente hospitalar. “Os protocolos servem para prevenir, gerar indicadores, para termos os números que nos mostrem a eficiência do tratamento, a eficácia de toda a operacionalização, o controle de custos e o melhor resultado da segurança dos nossos pacientes”, explica o médico cirurgião do HSJosé, dr. Giancarlo Búrigo (CRM – 6664 | RQE – 16343).

De acordo com o especialista, caso o protocolo não seja seguido, aumentam as chances que o paciente venha desenvolver o tromboembolismo do membro inferior ou uma embolia pulmonar. “Isso acarretaria em um tempo maior de internação, em maiores custos, tanto para os pacientes como para as operadoras de saúde e até mesmo para o SUS e uma insegurança da equipe e da equipe médica em trazer o seu paciente para uma instituição que não preconiza a utilização de um protocolo como este”, explica.

Saiba mais sobre a doença:

Até 70% dos episódios de TEV podem ser assintomáticos, porém há alguns sintomas que se manifestam em alguns casos, como:


• Edema (inchaço);

• Dor;

• Calor;

• Rubor (vermelhidão);

• Rigidez da musculatura na região em que se formou o trombo;

• Cor mais escura da pele;

• Endurecimento do tecido subcutâneo.


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REDAÇÃO JINEWS
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