Coluna de Elza de Mello - 3 de setembro/2019

03 Set, 2019 09:21:22 - Colunistas

Içara Nossa Terra Nossa Gente Matizes de Açorianidade (26)

Estamos nos aproximando da data de 7 de setembro, o Dia da Pátria, por isso vale lembrar mais uma vez como tudo aconteceu sobre o fato histórico que nos nomeou como nação brasileira. Mas para termos autonomia brasileira, precisamos percorrer um caminho cheio de interferências e muitas vezes, climas hostis se apresentaram até a emancipação politica administrativa do Brasil.

A Independência do Brasil ocorreu em 7 de setembro de 1822. A partir desta data o Brasil deixou de ser uma colônia de Portugal. A proclamação foi feita por D. Pedro I, com o celebre grito – Independência ou Morte –,  as margens do riacho do Ipiranga em São Paulo. E para tal procedimento muitas causas se fizeram pesar, tais como:

 - Vontade de grande parte da elite política brasileira em conquistar a autonomia política;

 - Desgaste do sistema de controle econômico, com restrições e altos impostos, exercido pela Coroa Portuguesa ao Brasil;

- Tentativa da Coroa Portuguesa em voltar a recolonizar o Brasil.

E quando D. Pedro I não acatou as determinações feitas pela Coroa Portuguesa, que exigia o retorno imediato para Portugal, previa-se que a proclamação da Independência seria inevitável. Em 9 de janeiro de 1822, o príncipe regente negou novamente ao chamado e afirmou que ficaria no Brasil. E então iniciou-se certas medidas preparatórias para a Independência tais como:

- Organização da Marinha de Guerra

 - Convocação a uma Assembleia Constituinte;

 - Retorno das tropas portuguesas;

 - Exigiu-se que todas as medidas tomadas pela Coroa Portuguesa deveriam, antes de entrar em vigor no Brasil, ter a aprovação de D. Pedro.

 - Visita a São Paulo e Minas Gerais para acalmar os ânimos, principalmente entre a população, que estavam exaltados em várias regiões.

Ao viajar de Santos para São Paulo, o príncipe D. Pedro recebeu uma carta da Coroa Portuguesa, que exigia o retorno imediato para Portugal e anulava a Constituinte. Diante desta situação, ele deu o famoso grito, as margens do riacho Ipiranga e assim tornou o Brasil independente de Portugal. Porém ouve conflitos e ações que ficaram impressos na história brasileira e vale a pena recordar:

 - D. Pedro I foi coroado imperador do Brasil em dezembro de 1822, três meses após o grito de Independência. Foi o Primeiro Imperador Brasileiro que esteve no governo da nação brasileira;

 - Portugal reconheceu a independência, exigindo uma indenização de 2 milhões de libras esterlinas;

 - Em algumas regiões do Brasil, principalmente no Nordeste, ocorreram revoltas, comandadas por portugueses, contrárias à independência do Brasil. Estas manifestações foram duramente reprimidas pelas tropas imperiais. Mostrando assim, que não foi uma forma pacata de aceitar a separação do Brasil de Portugal. Afinal já existiam portugueses ligados ao Brasil, com bens e estilo de vida e com a independência do Brasil deixar tudo e voltar a Portugal gerava certa relutância. Lutar pela anulação da independência foi uma defesa de permanência na nova terra. Embora alguns tenham acatado a ideia de independência, outros tentaram ainda segurar a terra da bem aventurança para seu País de origem e despertar o sentimento telúrico do Imperador que nascera português e não brasileiro. 

Mas a Independência se efetivou e nos tornamos uma nação soberana de um regime Imperial governado por dois imperadores, Dom Pedro I que abdicou em favor de Dom Pedro II, o filho regente, de nacionalidade brasileira. Foi um governo de 67 anos, quando um golpe militar destituiu a Monarquia e implantou a República, atual Regime de Governo. E lá se vão 197 anos de independência do Brasil do Império português. 

Afinal, conhecer a história do Brasil e reconhecer nosso povo é dever de todos nós, brasileiros, que amamos nossa terra e nossa gente. 

Até a próxima edição com mais um assunto!

ELZA DE MELLO
Postado por ELZA DE MELLO


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