Coluna de Elza de Mello - 18 de setembro/2018

18 Set, 2018 08:45:50 - Colunistas

IÇARA NOSSA TERRA NOSSA GENTE  (310)

Estamos há algumas horas do dia da árvore, do inicio da primavera, dos dias ditosos em que o sol morno e acolhedor nos presenteia com o seu abraço acariciante. Mas lá fora chove, chove e continua chovendo. Há ainda um friozinho e uma umidade no ar que nos dá a sensação de estarmos vivendo uma longa estação de inverno, ainda que não tenhamos os dias de orvalhos congelados, pois a chuva lava tudo. As estradas pavimentadas espelham a pista molhada e as estradas sem pavimentação criam uma capa de lodo, atolando as conduções: carros particulares, coletivos e carros agrícolas. O gado muge recostado aos amparos, nos galpões, e as crianças olham a chuva molhadeira pela vidraça das janelas. As escolas estão quase vazias de estudantes devido aos transtornos causados pelas chuvas. As áreas mais baixas já correm o risco de alagamento.  E lá fora a vida segue.

No País vive-se a campanha politico partidária. Os candidatos alcançam os lugares mais inusitados e fazem suas propostas ao povo que se aglomera em reuniões e outros eventos para recebê-los. Embora a corrupção esteja sendo desmascarada, e certos candidatos postos na berlinda, as eleições anunciadas como um ato democrático é anunciada muitas vezes ao dia, nos mais diversos meios de comunicação. Há eleitores exaltados e até mesmo violentos em seu ponto de vista. Já tivemos  uma tentativa de assassinato de um dos candidatos, e nada faz melhor sentido de que seja o ardor partidário. Somos convencidos pala ideologia partidária e na maioria das vezes votamos no partido, na pessoa que nossa militância partidária sugere, ou nos impõe.   Especialmente a pessoa que ocupa um cargo  e precisa se adequar ao candidato apresentado pelo seu chefe imediato; ou pela pessoa que tem maior afinidade com os seus pensamentos. Não se vai buscar a politização para saber interpretar certos discursos eleitoreiros e certos seguimentos que detêm poderes de seu interesse particular. Há famílias que ocupam cargos e vão repassando para outros familiares como se fosse um legado, algo hereditário. E os cargos são repassados para pessoas que reforcem seu poder e seu lugar cativo na politica brasileira. E assim vai se reproduzindo mais e mais a corrupção em nosso País. Alguns desinfelizes são presos e usados como cobaia, e a nação levanta em balburdia para apedrejá-los. E assim os verdadeiros corruptos e corruptores são preservados em berço esplêndido. Como sempre, assim foi e será. Basta lembrar que a Proclamação   da República foi um golpe militar para depor o Imperador do Brasil. E com a implantação da República, criou-se uma lista imensa de colaboradores que precisavam ser premiados pelo Presidente com cargos e bons vencimentos. Foi a primeira etapa da corrupção desenfreada que conhecemos hoje.   Nada novo, na verdade, apenas a acumulação por longos anos que se fez uma bola de neve. E nada estranho nos dias atuais, afinal era prática conhecida de todos os partidos políticos. Incrível é querer agora colocar sob os ombros de um partido x ou y. Todos usufruíram da corrupção porque era dada vistas grossas. 

Mas está chegando o dia das eleições e vamos às urnas votar. É....votar é preciso. Mas será que faremos mudança com os novos eleitos? Será que o discurso de eleger pessoas novas não vai ser para barrar aqueles que conhecemos, que conviveram e conosco convivem.   Se o ditado nos diz que – tua vizinha, tira   a remela e case com ela, não nos orienta a votar em nossos conterrâneos, nosso munícipe e amigo? Pensem o melhor para nossa terra e para nossa gente.  Vamos repensar nosso voto...

ELZA DE MELLO
Postado por ELZA DE MELLO


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