• Coluna Aquila - Setembro Amarelo

Coluna Aquila - Setembro Amarelo

10 Set, 2018 08:45:39 - Artigo

Setembro Amarelo é uma campanha brasileira de prevenção ao suicídio, iniciada em 2015.

É uma iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

É preciso entender o que leva uma pessoa a escolher esse destino. Suicidas geralmente são pessoas que sofrem com algum transtorno mental como depressão ou têm algum tipo de vícios e dependência química, como alcoolismo.

O suicídio é o fim da linha. É o recurso ao qual recorrem àqueles que já não suportam mais conviver com seus fantasmas. Para algumas pessoas, em determinados momentos da vida, pensar na morte como a única saída para uma situação de sofrimento intolerável, talvez pareça à única solução possível. Quando uma pessoa se sente no limite, angustiada, desesperada e sem esperança, é compreensível que considere que prescindir do direito de viver, apesar de constituir uma solução permanente, pareça ser a melhor forma de lidar com uma situação que, naquele momento, é tão avassaladora e dolorosa. É como se sentisse que está perdida num labirinto completamente escuro, como se todos os caminhos que permitem o acesso às portas de saída deixassem de existir, isso apenas resultaria em mais um esforço inútil, pois não só encontraria as portas completamente trancadas, como não teria disponíveis as chaves adequadas para abri-las.

Se para si, a dor emocional que sente é de tal forma elevada, que a possibilidade de suicídio é uma opção viável, ou se de outra forma, receia que alguém que lhe é importante esteja a correr esse risco, reflita, por favor, apenas por mais um pouco, nas próximas linhas e permita que esta informação a possa ajudar a compreender quão urgente pode ser procurar ajuda especializada.

A maioria das pessoas que se suicidam, dão pistas e sinais de aviso, mas os outros que as rodeiam não estão conscientes do seu significado nem sabem como responder. Eis alguns exemplos de sinais de alerta, cuja detecção antecipada e intervenção eficaz poderão salvar vidas:

Tornar-se uma pessoa depressiva, melancólica (apresenta uma grande tristeza, desesperança e pessimismo, chora sistematicamente);

Falar muito acerca da morte, suicídio ou de que não há razões para viver, utilizando expressões verbais tais como “Não aguento mais”, “Já nada importa”, ou “Estou a pensar acabar com tudo”;

Preparativos para a morte: pôr os assuntos em ordem desfazer-se/oferecer objetos ou bens pessoais valiosos, fazer despedidas ou dizer adeus como se não voltasse a ser visto;

Demonstrar uma mudança acentuada de comportamento, atitudes e aparência;

Ter comportamentos de risco, marcada impulsividade e agressividade;

Aumento do consumo de álcool, droga ou fármacos;

Afastamento ou isolamento social;

Insónia persistente, ansiedade ou angústia permanente;

Apatia pouco usual, letargia, falta de apetite;

Dificuldades de relacionamento e integração na família ou no grupo;

Insucesso escolar (por exemplo, quando antes era aluno interessado);

Automutilação.

Perante este quadro, é provável que dê por si e reconheça pelo menos alguns destes sintomas em pessoas que conheça, ou até mesmo em si próprios. Note, contudo, que a lista fornecida apenas fornece alguns exemplos de sinais que podem indiciar a presença de ideação ou tentativa de suicídio. Naturalmente, quanto maior o número de sinais presentes, maior o risco de suicídio, e paralelamente, maior a urgência em procurar ajuda quanto antes.

O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone e chat 24 horas todos os dias.

Ligue 188 ou Aquila Consultório de Psicologia

Ieda Elias
Psicóloga Clínica
CRP 12/16494

Claudete Corrêa
Psicóloga Clínica
CRP 12/15541

IEDA ELIAS E CLAUDETE CORRÊA
Postado por IEDA ELIAS E CLAUDETE CORRÊA


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