“Toda criança tem um jeito único de brincar”

29 Mai, 2018 09:46:53 - Artigo

O Dia Internacional do Brincar (World Play Day), celebrado em 28 de Maio, é uma data que tem como objetivo reafirmar a extrema importância do brincar para crianças e adolescentes. De acordo com o Programa “A chance to play – O direito de brincar”, experienciar atividades lúdicas durante a infância é um direito universal, pois é "vital para o desenvolvimento e bem-estar" de meninos e meninas. O teor essencial do Brincar é também reconhecido na Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança (art. 31) e no Estatuto da Crianças e Adolescentes (artigos 40 e 16), documentos que afirmam como momentos recreativos não são opcionais, mas sim essenciais para o desenvolvimento integral da juventude. O dia voltado ao tema foi fundado em 1999, na 8ª Conferência Internacional de Ludotecas em Tóquio pela então presidente da Toy Library Association (ITLA), Freda Kim; já a definição de uma data específica foi estabelecida em uma reunião do Board da ITLA, em 2001*.

Este ano, como instituição que preza o brincar um direito que deve ser assegurado aos pequenos dentro do ambiente educacional, o Grupo Marista elegeu o tema "Toda criança tem um jeito único de brincar". A chamada está diretamente encadeada ao Projeto Marista para Educação Infantil (2007), que propõe respeitar a singularidade de cada criança, as quais reconhecemos como ativas, protagonistas, cooperativas, potentes; cooperativas com seus pares, adultos e adultas, e diferentes umas das outras.

Embora a brincadeira esteja ligada a um comportamento intrínseco à infância, segundo Rocha, autora do capítulo ‘Brincar: oportunidade lúdica nos tempos livres da criança?’, “o brincar emerge da essência do ser humano, encontra-se na gênese do pensamento, na descoberta da individualidade, na possibilidade de experimentar e criar e de transformar o mundo”; as manifestações lúdicas são próprias a cada faixa etária e não seguem uma regra, fazendo parte de uma cultura e interação com o meio e com os pares.  Rocha afirma ainda que “essa dinâmica pressupõe a existência de recursos como o espaço, os materiais, o tempo, a formação de grupos, a negociação de regras ou normas, uma vez que constituem potenciais influenciadores da conduta lúdica podendo limitar a vivência de experiência significativa”.

Se por um lado respeitamos essa criança singular, que possui um jeito único e muito próprio de se expressar ao brincar, por outro, evidenciamos que essa infância é uma construção social, potencializada pelo meio do qual ela faz parte, que por sua vez interage consigo e transforma sua realidade local.  Faz-se necessário, portanto, um convite aos adultos para que reconheçam a importância do brincar e fomentem atividades lúdicas em quaisquer meios, seja na casa, rua, escola; em praças, eventos ou qualquer lugar.

Os pais, responsáveis e educadores podem ser grandes facilitadores e catalisadores na construção desse direito. O brincar, em suma, requer um adulto consciente da potência e singularidade de cada criança, que promova um espaço seguro e facilitador da invenção e  da curiosidade, configurando-se em um ambiente cheio de possibilidades; requer um adulto que respeite o espaço e o tempo do  brincar e que, acima de tudo, respeite o brincar como direito fundamental e inerente à criança.

Marcia Nanaka
Pedagoga e atualmente trabalha como Coordenadora Educacional da Educação Infantil na Rede Marista de Solidariedade

REDAÇÃO JINEWS
Postado por REDAÇÃO JINEWS

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